Shakira em Copa, Bad Bunny no Super Bowl e Karol G no Coachella: a alta da onda latina

Shakira em Copa, Bad Bunny no Super Bowl e Karol G no Coachella: a alta da onda latina

Shakira é a grande atração do “Todo Mundo no Rio”que acontece neste sábado (2), na Praia de Copacabana. O momento marca um feito simbólico para a música latina, com a cantora como destaque de um dos maiores eventos do país. Mas 2026 também começou com outros nomes latinos em evidência, como Coelho Mau sem Super Bowl e Karol G. não, Coachella.

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Foto: Instagram @shakira | Divulgação | @karolg

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Será 2026 o ano da música latina? Ao que tudo indica, sim. Artistas do gênero têm se destacado globalmente e alcançado feitos históricos em um curto período de tempo.

No início do ano, Coelho Mau fez história ao se apresentar no intervalo do Super Bowl. O cantor levou ao evento sucessos cantados em espanhol, tornando o momento ainda mais simbólico em um dos palcos mais assistidos do mundo.

Shakira em Copa, Bad Bunny no Super Bowl e Karol G no Coachella: a alta da onda latina

(Foto: Divulgação / NFL)

Outro ponto alto foi Karol G. no Coachella. A artista se tornou a primeira mulher latina a ser headliner do festival e fez questão de destacar a importância do feito. “Sou Carolina Giraldo, de Medellín, Colômbia, e hoje sou a primeira mulher latina a ser headliner do Coachella”declarou no palco.

Agora, o Brasil vive seu próprio capítulo com Shakira. Ó“Todo Mundo no Rio”evento anual realizado na capital fluminense, recebe a cantora colombiana como grande atração — após edições com Madona e Senhora Gaga.

A onda latina

Shakira em Copa, Bad Bunny no Super Bowl e Karol G no Coachella: a alta da onda latina

(Foto: Instagram @karolgbra)

Para Dermeval Nevestambém conhecido como Harpas e responsável pelo perfil Reggaeton Brasilo consumo de música em espanhol no país não é exatamente novo — mas ganhou um novo status nos últimos anos.

“O consumo sempre existiu, mas era visto como algo nichado. Hoje, ouvir música em espanhol virou tendência, virou algo descolado”afirma. Segundo ele, o fenômeno atravessa diferentes gerações, unindo tanto novos ouvintes quanto um público que já acompanhava o gênero anteriormente.

O especialista também destaca que esse movimento é resultado de uma construção ao longo do tempo. “Foram anos de inserção da cultura hispânica no Brasil”explica, citando nomes como Pouco, RBD, Shakira, Enrique Iglesias e Ricky Martin como responsáveis por abrir esse caminho.

Shakira em Copa, Bad Bunny no Super Bowl e Karol G no Coachella: a alta da onda latina

(Foto: Divulgação)

Para ele, o cenário atual também reflete uma mudança de percepção cultural. “Por muito tempo, o modelo de sucesso estava ligado ao mercado norte-americano. Quando passamos a reconhecer a força da cultura latina, isso mudou tudo”análise.

Além das colaborações, ele aponta que a conexão com o público é essencial. “No geral o público se conecta com artistas autênticos que abraçam o brasileiro de forma verdadeira, não apenas como uma estratégia. Gostamos de ver a força do artista, se ele vai com tudo e sem medo, a gente vai com ele junto.” completa.

Foto: Chris Cornejo

Se antes o consumo era visto como nichado, hoje a música latina ocupa o centro da cultura pop global. E, pelo ritmo de conquistas em 2026, esse movimento parece estar apenas começando.

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